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Março 2010
MULHERES NA HISTÓRIA DE GOIÂNIA

Ana Braga

 

Vim para Goiânia nos seus primórdios. Crescemos juntas.

Por isso aprendi, desde logo, que fundar uma cidade é algo que exige arrojo, civismo, tirocínio e determinação.

Todas essas qualidades e outras de iguais méritos exornavam o caráter e a vida do eminente fundador de Goiânia Dr. Pedro Ludovico Teixeira.

Não há, em Goiás, nem por  este Brasil a fora, quem desconheça  o valor deste notável e imortal goiano.

Também, ombreavam-se com os ilustres cidadãos que ajudaram erguer Goiânia muitas mulheres vindas da velha e histórica Vila Boa  e, outras,  de variados rincões do Brasil.  

Goiânia surgiu como benção divina, para ativar o progresso de todo o Brasil Central. Foi um milagre o erguimento desta capital, com tão minguados recursos financeiros! Ela se ergueu sobre alicerce de pedras e cimento, também, sobre a força dos ideais. Força  que demove obstáculos, que modifica leis e costumes e que constrói  o progresso.

No começo tudo foi muito difícil. E mais seria, se Pedro  Ludovico e seus auxiliares, seguidos de dezenas de operários, que para aqui se mudaram, não houvesse trazido suas esposas e filhos, cujas presenças anulariam, como se verificou, o vazio e a solidão na nova metrópole que se iniciava.

Inegavelmente Goiânia guarda na sua história a marca da cooperação, do sacrifício e da dedicação de extraordinárias mulheres, então, jovens e belas. Muitas deixaram, entre lágrimas, a velha Goiás, histórica, poética e romântica, com suas riquezas culturais. “Cidade branca, de casas brancas”, ninada  pelo marulhar do  Rio Vermelho. Outras, heróicas pioneiras vindas de longe, de distantes lugares do país, de vilas e cerrados, vencendo obstáculos de longas viagens, acompanhando seus maridos, na esperança de, juntos, verem seus filhos criados e instruídos. Aqui,   esses casais desafiaram o desconforto, as saudades e toda sorte de dificuldades, próprias numa cidade que nascia do nada, nas terras planas, ao lado da acolhedora Campininha das Flores, em 1933.

Aqui essas mulheres fizeram história. Pois, inegavelmente, o fundador de Goiânia, Pedro Ludovico e seus seguidores executaram uma obra notabilíssima que revolucionou a civilização material e espiritual do Estado inteiro, com reflexos impagáveis na política de todo o Brasil.

Goiânia abriu as portas da “Marcha para o Oeste”  atraindo  o supérfluo dos centros litorâneos para o Brasil Central. e, em pouco tempo, fez-se conhecida, despertando o interesse do resto do país. Estava assim, realizado o sonho de  Pedro Ludovico. Goiânia, cidade poema eterno, resultante de sacrifícios e abneganação dos homens e das mulheres que para cá vieram, dentro de um ciclo relativamente pequeno  e transformaram-na nesta bela capital! Foi o chamado  “Ciclo da Mudança’’, que se iniciou em Dezembro  de 1932, com o Decreto n° 2.737 e terminou a 05 de julho de 1942, com “o Batismo Cultural de Goiânia’’.

Naqueles idos, onde hoje se estendem belas avenidas circundando praças, jardins e monumentos, conduzindo-nos a modernos templos e universidades,  tudo era uma plenitude coberta de arbustos. Aqui e ali, alguns ipês roxos e amarelos. O resto era capim  agreste. Toda aquela paisagem, hoje colorindo nossas saudades, dentro de nossas lembranças, então, era pontilhada de tantas esperanças para nossos corações! Jovens ou velhos, éramos, todos, visionários de um futuro que alcançaríamos ao certo. Era a certeza que existia em todos nós, originada pela fé e pelo civismo.

E Goiânia Crescia! Transformava-se  em imensa oficina de intenso e pesado trabalho, quase tudo feito pelos operários que, castigados pelo sol e sem ajuda de máquinas inexistentes, mesmo assim executavam suas obrigações, descontraídos e confiantes nas suas mãos calejadas, firmes e ágeis.

De inicio, apenas, uma olaria artesanal, de propriedade ex-prefeito de Campinas (hoje, bairro-cidade), Sr. Licardino de Oliveira Ney. Logo Ficou absoleta, substituída por outra bem aparelhada e impulsionada por termoelétrica, que pertencia ao Dr. Carlos de Freitas, engenheiro civil.

 Goiânia era uma colméia. Sobre andaimes sobrepostos aqueles impávidos operários, sem atinarem, sequer, para o civismo de seu trabalho, iam construindo um novo Goiás. Enquanto isso, sob o comando de Pedro Ludovico, edificavam esta Capital que em breves anos, seria admirada dentro e fora do Brasil. E realizavam-na, sob pancadas fortes:  O malho sobre o ferro, polias e engrenagens rangiam.    Os carros de bois e as carroças puxadas por animálias, transportavam cimento, tijolos vigas, telhas etc.      

 Os caminhões eram poucos. As carroças, como disse, carregavam de tudo. Também lenha cortada para os fogões caipira.

 Na hora do expediente, a “Tareca” conduzia os funcionários públicos ao serviço e á tarde, de volta ás suas residências. Moravam dezenas deles em Campinas, pois o governo  dispunha de poucas casas de madeira, “mais parecidas com galpões enfileirados”. Para os servidores. Os recursos, pouquíssimos, teriam de ser aplicados, urgentemente, nas construções dos edifícios públicos. 

 A “tareca’’ era um caminhão transformado em ônibus. Seu teto e suas laterais feitos de faixas largas de lona e alguma madeira leve, onde eram seguradas a prego.   Quando a” tareca’’ se punha em movimento e corria, as lonas laterais pareciam bandeiras levantando-se e abaixando-se, sob a ação do vento e da velocidade. Mas, tudo isso fazia parte de uma vida nova com gente nova e animada, construindo em Goiás uma nova era, com inovações!

 E Goiânia crescia!... Autoridades e pioneiros, unidos esperançosos. Não havia desânimo nem discriminações. Era sim, como se fosse uma enorme família.  Todos se conheciam e se cumprimentavam.

Organizavam-se, de quando em vez, festas populares. Corridas de bicicletas, para meninos e meninas; também,  para os rapazes. Inscrevia-se para as corridas de motocicletas e “lambretas’’ gente que vinha lá de Uberaba e de outras cidades. Nosso campeão sempre era o Pedro Dias, filho do ferreiro João Dias.             

 A campeã, na corrida de bicicleta  “para meninas’’, era” Mira, Filha  do Dr.Eugênio e Dona Fia Brugger. “Mira” é, hoje, a senhora Clodomira Nickerson, pioneira de Brasília, aposentada como advogada’’.

 As corridas se davam, anualmente, no dia 24 de outubro, aniversário de Goiânia. Não ficava ninguém em casa.         Era um colorido de roupas e de pessoas!  Para os operários, realizavam-se  reuniões, saraus, sob uma latada,  num salão de piso rejuntado, coberto de zinco. Em outros dias, era ali a oficina onde os mecânicos consertavam as máquinas do Estado: automóveis e caminhões. Também ali, faziam suas refeições, nos dias de trabalho. Esse galpão ficava ao lado da construção do palácio das Esmeraldas, onde, foi construído, depois, o edifício que, até há poucos anos foi a sede do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, do qual foi o 1° Presidente o Dr. Dário Délio Cardoso.    Para animar os operários e dar-lhes o calor de seu ideal, não raramente, Dr. Pedro, seguido de outras autoridades, ali comparecia.

 E não raramente, havia algum baile onde no qual os operários dançavam.    Ás vezes, misturavam-se com as autoridades.  O regime era ditorial.  Mas, Dr. Pedro construiu  Goiânia, dentro de um clima de verdadeira democracia. Isto prova sua grande aptidão  no trato com o povo.

 Esses bailes eram animados por violões, sanfonas, cuícas e, ás vezes, um sax, tocado pelo filho do mestre Araújo, que vinha lá de Trindade, convidado para tal fim.

 Ao  final desses saraus, nunca faltava condução para levar os casais que estivessem com seus filhos na festa. Vários choferes se ofereciam para essa gentileza:  a de levarem  pais e filhos  às suas residências.   

 Entre esses motoristas, lembro-me do Arcelino Dias, que foi, também, não só o primeiro que  guiou a “Tareca’’ mas, também, o primeiro  motorista do primeiro ônibus que substituiu a Tareca.

 Ônibus azul chumbo, reluzente. E fazia furor por onde passava.    Chamavam-no “jardineira” ou “Maria Branca”, nome que os estudantes lhe deram em “homenagem” a proprietária do primeiro bordel de Goiânia, localizado na esquina da antiga  Av. Amazonas com a Rua Minas Gerais. Hoje, ao certo, aquele casarão seria um Motel.

 A passagem de Goiânia a Campinas custava “duzentão”.  Aquela moeda grande de 200 reis, emitida em 1889.     Nas “costas” da mesma viam-se as 21 estrelas gravadas, número dos Estados, á época.    Aquela moeda era um dinheirão!

 Eu me lembro, ainda, de outros motoristas muito conhecidos: Jerônimo Barrigada, os irmãos Bessa,Tião e Braz. O “Bola Sete” e o “Neném calango”  vieram depois. Muito simpático era, também, o “Bacurau”, um preto, amigo de toda a gente e que usava e abusava da “cundução”, de propriedade do Dr. Vasco dos Reis Gonçalves, Diretor da Educação. Um homem de raríssima inteligência e talento oratório.  Culto e elegante, de quem “Bacurau” se dizia “Pagem”, porque: “Desde de Goiás, quando ele inda era muleque, nos tempo de Dª Maria “Angelca” (Angélica), que Deus tem ela no Céu, qui eu sirvo esse menino! Sou de confiança dele”.  E era mesmo.  

Dr.Vasco era médico, solteirão dotado de cultura invejável orador de mútiplos recursos e talento. Era festejado. Falavam que ele era, também, um conquistador.                                 

Por isso o velho “Bacurau” vestindo-se de zeloso guardião daquele intelectual e conselheiro dizia: “Se Dª Angelca fosse viva, ele num fazia essas coisas. Mais eu falo e ele nem me ouve ! ”

O Dr. Vasco, ao certo, o ouvia, mas,  sorria delicadamente e silenciava-se.

Com a volta do regime democrata, Dr.Vasco dos Reis foi eleito Deputado federal e mudou-se para o Rio de Janeiro. “Bacurau” ficou por aqui, muito triste. Bebia, mais ainda, sua “biriba” e se dizia “muito incomodado com o Vasco”.

Não demorou muito, veio do Rio de Janeiro a noticia da morte daquele Deputado.    Suicidou –se, caindo do 3° andar  do Hotel da Glória,no dia de 20 de Janeiro de 1952.  E, desde então, nunca mais se soube do “nego  Bacurau”.

Em meio a essas coisas todas, que os anos vão tornando-as esquecidas, Goiânia crescia sob um fascínio especial.   Seu poder de atração incrível e de assimilação dos que aqui chegavam e se incorporavam com o ambiente da nova capital, era impressionante. Como até hoje, a sua população que crescia, sempre trepidante, desejosa de progresso.

 “Goiânia menina,/ que a todos fascina/ tem cheiro de broto/ e olor de bonina!/ Goiânia menina, / que dorme sonhando, / abraçada, / com a lâmpada de Aladim.”

 - Onde andam os artísticos postes de ferro que sustentavam as  lâmpadas de Aladim?(Bolas brancas, que à noite iluminavam a Avenida Goiás e a Praça Cívica?!)

Aqueles  versos são de autoria de uma freira dominicana, vinda a  passeio  a Goiânia, em 1945. Conheci-a numa  reunião, no Colégio Santo Agostinho, onde ela os declamou. Infelizmente não os autografou (coisas de freiras, gênios dos claustros, que  não gostam mesmo de aplausos).

Meu pai era bom carpinteiro e pedreiro, elogiado como feitor de madeiramento e telhado. Às vezes, com minha mãe, meu irmão José e eu  íamos aos saraus do barracão dos operários.   

Naquelas reuniões festivas, adorávamos ficar por ali, chupando pirulito e comendo roscas aos pedaços, até que o sono obrigasse nossos pais a voltarem  à nossa casa, á  Rua 70, no Bairro Popular. Este Bairro é também um marco histórico de Goiânia.

É antigo e ali morava  a maioria dos pioneiros, operários e funcionários. As casas do Bairro Popular eram quase todas padronizadas. Construções simples, barracões erguidos no fundo dos lotes. Naquele bairro foram edificadas duas construções, entre as mais antigas de Goiânia: a Escola Técnica e o Colégio Santo Agostinho.

Na frente das casas, um pequeno jardim e o alpendre.    Perto do Colégio Santo Agostinho, a  casa da professora Laura e do professor José Lopes. O professor Henrique, que ensinava sapataria, morava próximo ao local onde se ergueu a  1ª penitenciária de Goiânia.

O grande professor Lisboa, que foi por muitos anos o 1° Diretor, da Escola Técnica, tinha sua residência na própria Escola, que era modelar.

Entre tantos brilhantes alunos que lá estudaram, muitos marcaram seu nome como excelentes cidadãos, nesta capital.

Ainda me encontro com o Dr. Hélio Naves, que foi meu colega de juventude, naquele bairro, e ali estudava. 

Tornou-se genro do professor Lisboa e ainda hoje presta relevantes serviços ao nosso Estado.

Também, no Bairro popular ergueu-se a igreja Coração de Maria. No inicío, apenas um salão grande de tijolos á vista; tudo rústico. Na parede do fundo, pregada no alto, a estampa bem grande e colorida do Coração de Maria. Depois, com os anos, tornou-se a bela igreja com seus nichos e seu altar principal onde está a belíssima imagem, hoje ali venerada.

Naquele tempo, o pároco era o padre Leopoldo. Lembro-me das cantoras, Fiinha Veiga e outras moças de Goiás, que cantavam nas missas e nos novenários.                  

Lembro-me de Belkis Spenciére, ainda menina moça, de laço de fita rosa nos cachos loiros, tocando o harmônio que, depois, foi trocado pelo órgão existente.

Ainda agora, nesta idade avançada, cheia de lembranças e também de saudades, nestes entardeceres de vidas e de sois, ao mesmo tempo tão próximos de um novo dia, lembro-me da Rua 70 n°31, a casa de meu pai.

Ali me fiz moça e conheci a palavra ideal, amor á Goiás, á minha profissão de professora e, depois, enveredei-me pelo campo da política.  Lutas e vitórias! Também, muitas desditas!

Meu amor cresce por Goiânia e pelos ideais comuns a todos seus cidadãos.

Não nasci em Goiânia.  Mas, foi aqui que, correndo juntas, galgamos os nossos ideais.  Ela, travêssa e impávida, subia pelos degraus do vento, nos redemoinhos feitos de poeira vermelha. Foi nesta Goiânia fascinante, que conheci mulheres extraordinárias.

Mães, esposas e moças elegantes. Bandos  de estudantes com seus uniformes vivos e diferenciados. E eu, filha de um casal corajoso, que pensava no futuro dos filhos e desejava vê-los formados.

Cresci admirando as pioneiras de Goiânia. E com elas aprendi a trabalhar sempre e somar meus anseios aos de todos que desejavam o bem comum.

Muitas dessas mulheres foram diretoras dos primeiros estabelecimentos escolares desta capital. Outras fundaram escolas. O Grupo Escolar Modelo, o primeiro que se inaugurou em Goiânia, teve Julieta Fleury da Silva e Sousa como sua primeira  diretora.

Essas mulheres, idealistas e pioneiras do ensino na nova Capital, foram as formadoras da cultura goianiense. E  as esposas de operários, iguais a eles, fieis ao companheirismo do dia a dia, confiaram em Goiânia. E aqui viram seus filhos conquistarem o diploma com que sonharam e, em conseqüência, uma vida melhor.

O’ Mulheres que viram Goiânia menina!    Infância e juventude daquela época! Também nós ajudamos a concretizar o sonho de Pedro Ludovico: o heróico realizador da construção desta capital.

E aquela luminosa fila de mulheres cultas? Dedicadas, musicistas, jornalistas, escritoras, professoras, todas que abriram rumo às inteligências  jovens daquela época!  São tantos nomes dessas ilustres senhoras! Citaremos apenas alguns que, no correr dos anos, fui conhecendo mais de perto e, mais ainda, admirando-as: Ofélia Sócrates do Nascimento  Monteiro, Eurídice Natal e Silva, Maria Paula Fleury Godoi, Nita Fleury, Floracy Artiaga Mendes, Araci Monteiro Artiaga, Iracema Caldas de Almeida, Júlia Ludovico Queiroz de Almeida, Maria Camargo, Celina Reis, Dulce Teixeira, Nelly Alves de Almeida, Aldenora Fiqueredo, Genesy de Castro e Silva, Julieta Fleury da silva e Sousa, Célia Coutinho Seixo de Brito, Rosarita Flaury e Maria das Graças Fleury, Helena César, Francisca Alves da Costa, Diva Alves da Costa Crispim, Maria Angélica do Couto, Hebe do Couto Albuquerque, Olívia da Cruz Távora, Íris de Melo Jacinto, Eunice Hermano, Elmira Hermano, Edla, Sanina e Olga Hermano, Francisca Hermano, Elnice Hermano, Archângela Pereira Hermano, Amália Hermano, Jandira Hermano, Belkis Orsini Spenciére (depois, a virtuose Belkis Sepenciére Carneiro de Mendonça), as irmãs Filhinha, Ângela  e Finoquinha Veiga, Lourdes de Bessa, Célia Teixeira Fleury Silva Sousa, Lívia Teixeira, Maria José Cândido, Leonor Azevedo, Eurídice Natal e Silva Juliano, Betty Cruz, Expedita Zupeli (a primeira e mais famosa cabeleireira de Goiânia), Florece Nikerson Brugger, Adriane Brugger, Mariazinha Teixeira Álvares, Olívia Cruz Albernaz, Silvia Silva do Nascimento, Thaís Carvalho, Antônia Nunes Cardoso (Nenê), Maria e Josefina da Silva e Sousa, Amelinha Jardim, Elba Gomes Pinto, Doly Félix de Sousa e tantas outras !

Como expoência máxima de todos os tempos na vida desta Capital,  a primeiríssima Dama D..Gercina Borges Teixeira. Uma verdadeira estadista. Fundadora  da Legião Brasileira de Assistenciais em Goiás e, da maioria das instituições assistenciais neste Estado, inclusive a Santa Casa de Misericórdia de Goiânia.

Sobre Dnª. Gercina e seu esposo, Dr.Pedro Ludovico Teixeira, quando se compendiarem tudo que se tem dito a respeito de ambos, concluir-se-á que, ainda e sempre, muito haverá o que se registrar sobre eles.

Há, também,  com justiça e mérito, um nome de mulher a ser relembrado, que está intimamente ligado a história de Goiânia: D. Maria Araújo de Freitas, que foi a primeiríssima Dama do Município de Goiânia, esposa do professor e primeiro Prefeito desta capital, Venerando de Freitas Borges, que  exerceu este cargo,  tendo a seu lado essa mulher, esposa, companheira e amiga. Ela viveu como vivem os santos ou os gênios: trabalhando silenciosamente, sem ostensividade.

As mulheres citadas, muitas delas já povoam a eternidade. Que sejam felizes! Outras, iguais a mim, aqui estão, felizes, contemplando esta Goiânia cada vez mais encantadora, humana e progressista.

Como sobrevivente das primeiras vereadores (Julieta Fleury e eu) e, ainda, recordando as escritoras Rosarita Fleury  e Nelly Alves de Almeida, comigo fundadoras da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás, invoco seus superiores espíritos e, confiantes em Deus, desejamos prosperidade a todos que vivem nesta acolhedora capital.

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